Morríghan (Mhór-Ríoghain-"Terror", "Corvo de Batalha" ou "Rainha Fantasma", Rainha Espectro), também escrita Mórrígan ("Grande Rainha") (aka Morrígu, Mórríghean, Mór-Ríogain) é uma figura da mitologia irlandesa (céltica) que aparenta ser uma divindade, embora não seja referida como "deusa" nos textos antigos.
Representada comumente como uma figura terrível, associada aos corvos, nas glosas dos manuscritos medievais irlandeses como uma equivalente a Alecto - uma das Fúrias na mitologia grega - de fato, um dos textos refere-se à Lamia como "um monstro de formas femininas, uma Morrigan".
Associada com a guerra e a morte no campo de batalha, algumas vezes é anunciada com a visão de um corvo sobre carcaças, premonição de destruição ou mesmo com vacas. Considerada uma divindade da guerra, comparável às Valquírias da mitologia germânica, embora sua associação com o gado bovino permita também uma ligação com a fertilidade e o campo.
É com freqüência vista como uma divindade trinitária, embora as associações desta tríade variem: a mais freqüente dá-se de Morrígan com Badb e com Macha - embora algumas vezes incluem-se Nemain, Fea, Anann e outras.
Morrighan é uma das figuras mais importantes da mitologia celta. Embora retratada de diferentes maneiras e nomes, ela é, primeiramente, a força que fertiliza o Caos, dando início à Criação. É a Grande Rainha, e costuma ser representada na companhia de suas irmãs. Diz-se que é uma das filhas de Ernmas, uma deidade cujo nome significa "homicídio". Os celtas, como tantas outras culturas pré-cristãs, consideravam equivalentes e complementares os aspectos masculino e feminino dos deuses. Sendo assim, A Morrighan se une primeiramente com Lugh e posteriormente com Dagda, às vésperas de uma batalha, num fascinante ritual mágico. Aqui, vemos a intensa sexualidade da deusa ligando entre si dois mundos: este e o Outro Mundo, para onde irão os valorosos combatentes.
Morrígan é freqüentemente considerada como uma deusa trina, mas a sua suposta natureza tripla é ambígua e inconsistente. Às vezes surge como uma de três irmãs, as filhas de Ernmas: Morrígan, Badb e Macha. Por vezes a trindade consiste em Badb, Macha e Nemain - coletivamente conhecidas como Morrígan ou, no plural, como as Morrígan. Ocasionalmente Fea ou Anu também surgem, em várias combinações. Morrígan, porém, muitas vezes aparece só, e seu nome por vezes é transmutado para Badb, sem a terceira "forma" mencionada...
Morrígan é usualmente tida como "Deusa Guerreira": W. M. Hennessey, em sua obra A antiga deusa irlandesa da guerra, escrita em 1870, foi influenciado por esta interpretação. O seu papel envolve freqüentemente a morte violenta de determinado guerreiro, ao tempo em que é sugerida uma ligação com o mito da Banshee (espécie de fada do folclore posterior). Esta ligação torna-se mais evidente no livro de Patricia Lysaght (The Banshee: The Irish Death Messenger- pág. 15): "Em certas áreas da Irlanda encontra-se este ser fantástico que, além do nome feérico, também é chamada de Badhb".
Nos escritos existentes atualmente sobre o Ciclo Mitológico Celta, Morrigan em momento algum recebe a alcunha de “Deusa” mas é considerada uma divindade na Irlanda e nos dias de hoje são prestadas muitas homenagens a ela. Uma das muitas lendas que envolvem Morrigan é sobre a morte do herói Cúchulainn na qual ela se transforma num velha para “assistir” a morte do guerreiro:
Cuchulainn que era um mortal, nascido para morrer, separado dos demais por características curiosas e anormais e destinado desde o princípio a um estranho destino, encontra Morrígan que está transformada em uma velha. A margem do rio, ela lava sua armadura que está coberta de sangue do inimigo e dele mesmo…
É um presságio de sua morte.
Cathbad diz então:"-Você vê Cuchulainn, a filha de Badb lavando seus restos mortais? É o prenúncio de sua morte!" Entretanto, Morrigan, talvez comovida com o trágico fim de Cuchulainn, desaparece com a carruagem de combate enquanto ele dormia. Mas nada o impedirá de ir de encontro ao seu já traçado destino.
Mas ele acaba gravemente ferido em batalha. Para continuar lutando, ele amarra-se a uma pedra com suas próprias entranhas e seus inimigos só tomam conhecimento de usa morte quando um corvo pousa em seus ombros. Era Morrigan que aparece para ele pela última vez. Quando o guerreiro finalmente morre, o corvo salta ao chão para devorar as vísceras de seu corpo dilacerado.
Outro conto nos revela o encontro de Morrigan com Dagda:
Na véspera da Segunda Batalha de Moytura, também o rei líder dos Tuatha De Danann: Dagda – encontra Morrigan no vau do rio Unshin, lavando as armas ensangüentadas e os cadáveres dos que viriam a tombar no dia seguinte.
A Deusa então dá a Dagda informações sobre o combate, revelando seus dons proféticos. Igualmente, dá provas de coragem e poder quando afirma que ela mesma arrancará o coração do seu inimigo Fomoriano.
Em pagamento, Dagda sacia seu apetite sexual, unindo-se a ela ali mesmo, em meio aos cadáveres que morreram.
Morrigan, como todas as deidades celtas está associada as Forças da Natureza, ao poder sagrado da Terra, ao Grande Útero de onde toda a vida nasce e depois deve morrer para que a fecundidade e a criação da terra possam renovar-se.
É também a Deusa da Morte, do Amor e da Guerra, que pode assumir a forma do corvo. Nas lendas irlandesas, Morrigan é a deidade invocada antes das batalhas, como a Deusa do Destino humano. Dizia-se que quando os soldados celtas a escutavam ou a viam sobrevoando o campo de batalha, sabiam que havia chegado o momento de transcender. Então, davam o melhor de si, realizando todo o tipo de ato heróico, pois depreciavam a própria morte. Para os celtas, a morte não era um fim, mas um recomeço em um Outro Mundo, o início de um Novo Ciclo.
Na epopéia de Cuchulainn, "Tain Bó Cuailnge", em que se celebra a grande guerra entre os Fomorianos e os Tuatha De Danann, as três Deusas Guerreiras com forma de corvos são Nemain, Macha e Morrigu, das quais Morrigu é a mais importante. Segundo a análise que faz Evans Wentz da lenda, são a forma tripartida de Badb. Nemain confunde os exércitos do inimigo, Macha goza com a matança indiscriminada, porém é Morrigan quem infundiu Força e valores sobrenaturais a Cuchulainn, que desse modo ganhou a guerra para os Tuatha De Danann, as forças do Bem e da Luz, e derrotou os obscuros Fomorianos.
É também a Deusa da Morte, do Amor e da Guerra, que pode assumir a forma do corvo. Nas lendas irlandesas, Morrigan é a deidade invocada antes das batalhas, como a Deusa do Destino humano. Dizia-se que quando os soldados celtas a escutavam ou a viam sobrevoando o campo de batalha, sabiam que havia chegado o momento de transcender. Então, davam o melhor de si, realizando todo o tipo de ato heróico, pois depreciavam a própria morte. Para os celtas, a morte não era um fim, mas um recomeço em um Outro Mundo, o início de um Novo Ciclo.
Na epopéia de Cuchulainn, "Tain Bó Cuailnge", em que se celebra a grande guerra entre os Fomorianos e os Tuatha De Danann, as três Deusas Guerreiras com forma de corvos são Nemain, Macha e Morrigu, das quais Morrigu é a mais importante. Segundo a análise que faz Evans Wentz da lenda, são a forma tripartida de Badb. Nemain confunde os exércitos do inimigo, Macha goza com a matança indiscriminada, porém é Morrigan quem infundiu Força e valores sobrenaturais a Cuchulainn, que desse modo ganhou a guerra para os Tuatha De Danann, as forças do Bem e da Luz, e derrotou os obscuros Fomorianos.

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