Deus da proteção, dos guerreiros, conhecimentos, magia, fogo, profecia, tempo, reencarnação, Artes, iniciações, o Sol, restabelecimento, prosperidade e abundancia, música e harpa.
No folclore irlandês, o Dagda é chamado de O Bom Deus, Grande Senhor, Pai dos deuses e dos homens, Ruad Ro-fhessa, o "Senhor da Ciência Integral", o Arquidruida, Deus da magia, da terra, "Eochaid Ollathair" (Pai de Todos). Rei supremo dos Tuatha de Dannan, mestre de todos os ofícios, senhor de todos os conhecimentos. Dagda possui uma harpa de carvalho vivo que faz com que as estações mudassem quando assim o ordenasse. Deus dos magos e sacerdotes, senhor dos artesãos, da música e das curas.
Dagda é conhecido pelo atributo do caldeirão da abundância. Entre os celtas, o caldeirão era um dos objetos carregados de simbolismo mágico e mítico, pois no seu fundo se guardavam as essências do saber, da inspiração e da extraordinária taumaturgia, com o qual alimentava todas as criaturas. E não só ficavam satisfeitos de forma material, mas também, os que acudiam ao caldeirão generoso de Dagda, sentiam saciadas as suas apetências de conhecimento e sabedoria.
Outra qualidade do deus Dagda é a sua relação direta com a música e com o seu poder evocador. Um dos seus atributos é precisamente a harpa, instrumento que manejava com habilidade e arte e que lhe servia para convocar as estações do ano. Arrancava também tão suaves melodias deste instrumento que muitos mortais passavam deste mundo para o outro como num sonho, e sem sentir dor alguma, sem sequer repararem nisso. Tinha um casal de porcos mágicos que podiam ser comidos várias vezes e que sempre reviviam, bem como, um pomar que, independente da estação, dava frutos o ano todo.
De certa forma similar ao Júpiter romano, apesar de não se encontrar, como este, somente na cúpula do Olimpo, ele é Eochaid U Oathair, mais conhecido pelo apelido de Dagda, "o bom deus". Trata-se de uma divindade poderosa e um tanto bonachona representada principalmente por um grande martelo - o que o tomou parecido com o gaulés Sucellos, literalmente "aquele que golpeia duro" com seu martelo - e as vezes por uma lança mágica de duas pontas: com uma matava e com a outra era capaz de ressuscitar os mortos. Essa capacidade também foi atribuída a ser caldeirão mágico, no qual banhava durante a noite os guerreiros mortos em batalhas durante o dia para que recuperassem a vida ao amanhecer do dia seguinte. O mesmo caldeirão era fonte inesgotável de alimentos para suas tropas.
Da união de Dagda com Boann, a mulher do deus das águas, Nechtan, nasceu Angus, ou Mac Og. Ele é o mais parecido com um deus do amor que podemos encontrar entre os celtas. Mais tarde, sua mãe violou a proibição de visitar a fonte de Nechtan e, em conseqüência disto, pereceu afogada. Og metamorfoseou-se com o objetivo de se transformar no Boyne, o rio-modelo da mitologia irlandesa.
Dagda também teve uma filha chamada Brigt que foi considerada pelos celtas como a protetora das artes declamatórias e líricas. Encomendou-se-lhe o patrocínio da cidade e, entre os galos, era a que guardava o caldeirão do Conhecimento, a Sabedoria e a ciência.

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